0 Ao escolher uma escola você costuma fazer esta pergunta: O que estão ensinando aos nossos filhos?

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Por Mauro Meister

Muitos pais estão ainda no processo de buscar uma escola para seus filhos. As incansáveis idas a diferentes lugares para ver as instalações e conhecer alguns funcionários e professores toma tempo e energia de pais preocupados com a educação dos filhos. Mas, quase por 'default', a maioria esquece de fazer a pergunta no título desta postagem. Até por assumirem que a educação escolar é neutra e, ao final, tudo igual... mas não é bem assim. Dai a minha recomendação do livro do Pb. Solano Portela, O que estão ensinando aos nossos filhos?. Segue abaixo parte do prefácio que tive o privilégio de escrever para o livro, a fim de que você se sinta encorajado a uma leitura a fim de saber, com uma base cristã sólida, fazer a melhor escolha: 

Do Prefácio da Obra

Prefaciar esta obra é um privilégio. Sou o discípulo sendo honrado pelo mestre, apresentando sua obra! Minha apreciação, amor e vocação pelo tema deste livro foram fomentados e estimulados pelos escritos e pela pessoa de Solano Portela, como instrumento nas mãos de Deus para minha formação. Ao longo de alguns anos tivemos muitas oportunidades de conversar, discutir, debater, trabalhar e produzir dentro de um movimento que continua incipiente, porém, em pleno crescimento no Brasil: a educação escolar cristã.

Sobre a situação da educação escolar cristã no Brasil

Ainda que as escolas cristãs do ramo protestante já tenham história centenária no solo brasileiro e muitos homens e mulheres de valor tenham dedicado suas vidas inteiras a este trabalho, algo ficou faltando: uma base teórica sobre a qual pudéssemos refletir a educação escolar cristã e desenvolver métodos e sistemas de ensino com sólida fundamentação da cosmovisão bíblica.

Podemos claramente observar que a história do Brasil se confunde com a educação religiosa durante todo o processo de colonização. A maior cidade brasileira tem como seu marco inicial o Pateo do Collegio. Uma escola de catequese Jesuíta é o coração da capital paulista, não por acaso, São Paulo, toda cercada por santos. Essa confusão entre escola e ensino religioso pode dar a impressão de que o ensino do fundamento do cristianismo, a Bíblia, tenha tido grande influência no processo educacional. Ledo engano. Cercado de tradições que não são bíblicas e de muitos interesses diametralmente contrários à Bíblia, a educação praticada não era serva da Escritura, mas usava sua autoridade para fazer cumprir vários interesses. A cultura judaico cristã que ainda domina a cultura brasileira foi distorcida para acomodar o pensamento, a religião e os valores morais de muitas classes que vieram tomar posse da terra brazilis.

Quando as primeiras missões protestantes chegaram ao Brasil, ainda no império, imediatamente perceberam a necessidade da educação do povo, e dai nasceram as primeiras escolas protestantes. Cheias de vigor, trouxeram inovações e pensamento revolucionário para o contexto educacional. Refletiam preocupação missionária e redentiva para o processo educacional. Algumas se tornaram modelo de excelência em educação, deixando marcas profundas nas vidas dos que ali passaram.

Porém, a dinâmica do mundo em processo de globalização e secularização não deixou estas escolas protestantes ilesas. Novos conceitos educacionais altamente naturalistas nas suas bases vieram como um rolo compressor sobre o sistema educacional tradicional brasileiro e de dentro de nossas universidades começou a ecoar uma nova voz que exigia o exercício de uma educação que preparasse para uma nova realidade, o cidadão autônomo, livre. Somado a uma série de outros problemas como a falta de planejamento, investimentos, corrupção e desvio de verbas, a educação praticada no Brasil tem mostrado resultados vergonhosos. Em um ranking de 65 países, o Brasil se colocou como 53º no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA 2009). 

Mas o problema não reside apenas no quanto nossos alunos são capazes de ler e realizar operações aritméticas, seja na escola secular ou religiosa. O problema maior está na formação moral dos alunos destas escolas. A criação do estado laico passou a ser confundida com um estado ateu e a escola laica, da mesma forma. Nesse processo as escolas de origem cristã protestante praticamente perderam sua identidade e quaisquer elementos distintivos na sua pedagogia. Passaram a adotar como modelos de excelência os mesmos modelos ensinados nas universidades, sem críticas e sem questionamentos, não percebendo que nas bases fundamentais destes modelos e teorias pedagógicas encontrariam pressupostos absolutamente anticristãos.

Assim como a educação brasileira em geral passa por uma crise de resultados, as escolas de origem cristã protestantes passam por uma crise de identidade, necessitando responder com urgência a questões como: o que é educação cristã escolar? O que é e como se deve ensinar em uma escola cristã?

Sobre a atuação do autor

Diante da situação e das questões acima é que encontramos a importância do trabalho de pesquisa e reflexão do autor deste livro. Com mente inquiridora e insatisfeito com a situação e respostas fáceis, na década de 1980 escreveu um pequeno opúsculo publicado pela Editora Fiel com o nome “Educação Cristã?” Esta primeira obra começou a despertar em educadores brasileiros a necessidade de argumentar em favor de uma educação escolar cristã que não fosse meramente emuladora das teorias e métodos da educação secularizada ou da educação religiosa amplamente praticada no país. Antes, propunha que a educação escolar cristã deveria encontrar sua própria definição no contraste com a educação secular. O próprio título da obra, com uma interrogação ao final, já mostrava que o conceito ainda era estranho ao nosso público. Naquele tempo, era comum o encaixe do papel das escolas cristãs debaixo do conceito de ‘educação secular’, em contraste com a ‘educação cristã’ dada na igreja. Por sinal, o livro saiu após as palestras que proferiu na Primeira Conferência Fiel para Pastores sobre o tema.

Sempre pensando sobre os diversos atores envolvidos no processo educacional (professores, gestores, pais e alunos) e buscando respostas bíblicas sobre o papel de cada um deles, passou a ser requisitado como conselheiro e palestrante nas mais diversas situações por educadores cristãos e igrejas, tendo auxiliado a muitos, em repetidas ocasiões, com palavras bíblicas e sábias sobre o processo educacional.

Vivendo em Recife com a família e trabalhando no ramo da indústria e comércio, como gerente e diretor de empresas, foi conselheiro no processo de abertura de uma escola cristã muito bem sucedida, naquela cidade, e atuou na preparação de folhetos para a divulgação do conceito de educação escolar cristã, apontando a pais e pastores a necessidade de uma educação realmente bíblica. Mais tarde, morando em Manaus, interagiu com iniciativas da educação escolar cristã por parte de irmãos que traduziam material didático cristão de origem norte americana para a língua portuguesa e rodou o país proferindo conferências, com eles, sobre o tema.

No começo da década de 2000, sempre envolvido com a educação cristã e tendo seus filhos estudando em uma escola comprometida com o conceito bíblico de educação, em São Paulo, aproximou-se da Association of Christian Schools International – ACSI, da qual tornou-se, em 2004, um associado fundador e vice-presidente de seu conselho, a Associação Internacional de Escolas Cristãs – ACSI Brasil, mais tarde tornando-se o seu presidente.

Em 2004 foi contratado para trabalhar no Instituto Presbiteriano Mackenzie, uma instituição de origem cristã presbiteriana e dentro da área educacional. Como presbítero desta denominação encontrou realização ao unir suas competências profissionais com suas aspirações educacionais, como ele mesmo diz, seu primeiro amor. Em 2005 foi nomeado Superintendente da Educação Básica das Escolas Mackenzie (São Paulo, Tamboré e Brasília), incluindo a responsabilidade pelo recém-estabelecido Sistema Mackenzie de Ensino, que ainda dava seus primeiros passos de estruturação. Desde as ideias seminais que compuseram o primeiro projeto político pedagógico unificado das escolas e do Sistema até a produção final dos primeiros livros da educação infantil, a firmeza e clareza dos conceitos da educação cristã escolar postulados por Solano estiveram presentes de forma marcante e visível. Neste estágio, junto com uma equipe que foi sendo por ele formada aos poucos, o trabalho pioneiro tomou corpo e vulto para chegar até o presente com quase 150 escolas ao redor do Brasil que usam este material, abrangendo todas as áreas do conhecimento e que em breve deve completar o Ensino Fundamental II, já partindo para o Ensino Médio. Atualmente, como Diretor Financeiro no Mackenzie, continua com o coração na educação, envolvido em conferências e planejamento.

No ano de 2000, Solano Portela registrou em um artigo na revista acadêmica Fides Reformata (5/1), “uma avaliação teológica preliminar de Jean Piaget e do construtivismo”. Essa análise, mais aprofundada do tema da educação escolar cristã, está contida neste livro, expandida e atualizada. Em 2008, Solano Portela foi o grande incentivador e apresentador da produção de um volume da Fides Reformata totalmente dedicado à educação escolar cristã. Dentro desse volume publicou o artigo intitulado Pensamentos preliminares direcionados a uma pedagogia redentiva. Nele, propõe “O desenvolvimento de uma pedagogia própria à educação cristã,  [...] apresentada como sendo a solução imperativa para as escolas cristãs [...] A pedagogia redentiva apoia-se em nove alicerces: metafísico, epistemológico, ontológico, nomístico, ético, relacional, metodológico, estético e teleológico” (Fides Reformata, 13/2). Entendo que este artigo, inédito quanto à sua aplicabilidade no contexto da educação brasileira, é um marco na busca da compreensão e execução da tarefa da educação cristã em nosso país e, agora, encontra sua forma mais completa e ampla apresentada neste livro. Assim, a obra que o leitor tem agora nas mãos é o fruto de um processo de reflexão e aplicação do pensamento bíblico à educação ao longo de quase 30 anos. Reúne uma sólida cosmovisão bíblica e sua aplicação bastante prática para o contexto educacional brasileiro.

O livro é dividido em três grandes partes que relatam: a) O Contexto: como se encontra o atual cenário da educação no Brasil, tanto secular quanto religiosa, principalmente orientada pelas teorias construtivistas; b) O Contraste: a plausibilidade da educação cristã como uma alternativa; c) A Proposta: uma proposição para o desenvolvimento de uma pedagógica cristã, como mencionada acima, chamada de “Pedagogia Redentiva”.

A primeira parte faz uma avaliação bastante pertinente do Construtivismo e sua influência na educação brasileira nas últimas três décadas. Nesta seção o autor demonstra que a proposta pedagógica predominante na educação brasileira é muito mais do que uma metodologia de educação e que não pode ser tomada como algo neutro e estéril para ser aplicado em qualquer contexto. Antes, é uma filosofia que contém uma série de contradições fundamentais com os princípios da fé cristã que encontramos nas Escrituras. Os conceitos fundamentais de Piaget, Emilia Ferreiro e de vários pensadores brasileiros são avaliados à luz dos conceitos bíblicos da epistemologia e de seu sistema de valores. Dentre seus 20 capítulos, encontramos vários temas que incluem a avaliação de alguns materiais didáticos e suas filosofias anticristãs. A seção serve como um chamado à reflexão por parte dos pais, educadores e escolas cristãs que querem de fato promover uma educação de excelência que tenha fundamentos numa cosmovisão bíblica sobre a vida e o mundo.

A segunda parte do livro labora sobre a educação escolar cristã como uma alternativa, partindo do princípio de que a Bíblia nos apresenta uma visão unificada da vida que deve servir como base para a educação praticada pelo cristianismo em geral e pelas escolas cristãs em particular.  A seção trata de definir o que é a educação escolar cristã, quais são seus parâmetros e como ela se constitui a partir de uma cosmovisão cristã. Neste ponto o autor faz uma descrição da aplicação do conceito de educação cristã escolar para as grandes áreas do conhecimento, demonstrando como cada uma delas deve ser compreendida e ensinada a partir das Escrituras: a matemática, ciência, saúde, geografia, história, sociedade, governo, economia, cultura e arte e tecnologia. Dentre os capítulos encontramos tratados os temas da didática de Jesus, limites, a missão da escola e do educador e seu papel na cultura.

A última parte trata da Pedagogia Redentiva traçando as suas definições e tarefas fundamentais. Trabalhando sobre os principais atores e ideias da pedagogia praticada no Brasil, Solano caminha para uma proposta que avalia os caminhos seguidos até o momento avaliando em que pontos são possíveis o diálogo entre a pedagogia em geral e a proposta de uma pedagogia que leve, de fato, em consideração os pressupostos do cristianismo histórico conforme compreendido a partir das Escrituras. Os principais temas abordados são a complexidade, transversalidade e transdisciplinaridade, individualidade, pilares da educação, construtivismo, pedagogias de Paulo Freire e males sociais. O livro é concluído com uma breve seção que abre o caminho para as próximas pesquisas e desafios que se encontram no caminho dos educadores cristãos brasileiros.

Como dito anteriormente, trata-se da reflexão sobre a experiência numa caminhada que amadureceu ao longo do tempo. Solano Portela estabelece em seu livro o “ponto de fuga” sobre o qual poder-se-á construir toda uma perspectiva para a educação escolar cristã no Brasil. 

Mauro Meister

Via: IP Santo Amaro/SP

Nota do editor: Em tempos difíceis no Brasil, onde a educação escolar está cada vez mais corrompida pela imoralidade liberal, recomendo a leitura deste excelente livro de Solano Portela. Para mais informações, clique aqui.

Ruy Marinho
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0 O que é sabedoria?

Albert Einstein

Por André R. Fonseca

É muito comum confundirmos sabedoria com inteligência ou até mesmo com formação acadêmica. Uma pessoa muito estudiosa não é necessariamente sábia. Alguém pode tomar decisões erradas na vida ainda que seja muito inteligente. A sabedoria é própria dos anciãos, aqueles velhinhos que sabem viver bem a vida mesmo sem terem frequentado a escola, geralmente dizemos que foram educados pela escola da vida. Pensamos assim porque essa definição de sabedoria como o saber viver bem a vida é nossa herança da filosofia grega.

Quando olhamos para o emprego da palavra sabedoria no Novo Testamento, podemos notar claramente essa concepção grega de sabedoria como o saber viver em muitos versículos. Vejamos alguns deles: 

1. Cl 4:5 - "Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade." (ARA) - "Sejam sábios na sua maneira de agir com os que não creem e aproveitem bem o tempo que passarem com eles." (NTLH) 

2. Tg 3:13 - "Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria." (ARA) - "Existe entre vocês alguém que seja sábio e inteligente? Pois então que prove isso pelo seu bom comportamento e pelas suas ações, praticadas com humildade e sabedoria." (NTLH) - Nos dois versículos subsequentes, Tiago afirma que amargo ciúme e sentimento faccioso é fruto de uma sabedoria terrena, animal e diabólica. O que ele chama de sabedoria nada tem que ver com inteligência, mas com o saber viver, com o comportamento das pessoas. 

3. Rm 16:19 - "Pois a vossa obediência é conhecida de todos. Comprazo-me, portanto, em vós; e quero que sejais sábios para o bem, mas simples para o mal." 

4. Ef 5:15 - "Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios."

Precisamos também notar que a palavra sabedoria ganha um novo significado quando lemos o Antigo Testamento, porque a concepção de sabedoria para os Hebreus é bem diferente! Para eles, os judeus do Antigo Testamento, sabedoria significava saber fazer algum coisa. 

Quando Salomão pede a Deus sabedoria, ele quer de Deus o saber governar para ser um bom rei[1]. Quem aumenta a sabedoria aumenta o enfado[2], porque se sabedoria significa saber fazer alguma coisa, trabalharemos mais como consequência de saber fazer mais coisas. 

Agora que sabemos o que significa sabedoria no contexto bíblico, podemos confiantes pedir a Deus a sabedoria vinda do alto, e Ele não nos dá essa sabedoria por medida![3] Mas se carecemos de desenvolvimento intelectual ou alguma formação acadêmica, precisaremos pagar o preço dos estudos – investimento de tempo e dinheiro. Não tem outro jeito!

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Notas:
[1] 2 Crônicas 1:10 
[2] Eclesiastes 1:18 
[3] Tiago 1:5; 3:13-17 
Fonte da imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Albert_Einstein_Head.jpg

Autor: André R. Fonseca
www.andrerfonseca.com
Twitter: @andreRfonseca

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0 Análise exegética do livro de Rob Bell

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Por Kevin DeYoung

Após todo o alvoroço que precedeu o lançamento da obra, Kevin DeYoung lê e revisa Love Wins [O Amor Vence] - um dos livros mais comentados dos últimos tempos que trata da existência do inferno e da redenção daqueles que morreram sem Cristo.

Algumas pessoas podem se impressionar com a quantidade de versos bíblicos que Rob Bell usa em sua obra. Mas há menos conteúdo do que a primeira impressão de nossos olhos. Seguidas vezes, os pilares da teologia de Rob Bell se sustentam em erros exegéticos. A seguir uma lista parcial de dez destes erros, que não seguem nenhuma ordem específica:

1) Bell cita Salmos 65, Isaías, Sofonias, Filipenses 2 e Salmos 22 para provar que todas as pessoas se reconciliarão com Deus no final. O que ele não menciona é que algumas destas promessas são feitas ao povo de Deus, outras são promessas generalizadas de redenção às nações que se voltarão ao Senhor e outras profetizam que todos reconhecerão que Jesus Cristo é o Senhor (o que não quer dizer que todos terão a fé que salva) no último dia. Nenhuma destas passagens embasa aquilo que Bell defende.

2) Bell lista várias passagens que citam uma restauração no final dos tempos – Jeremias 5, Lamentações 3, Oséias 6 e 14, Sofonias 2 e 3, Isaias 57, Joel 3, Amós 9, Naum 2, Zacarias 9 e 10 e Miqueias 7 (pp. 86-87). Qualquer pessoa familiarizada com estes profetas sabe que eles sempre concluem sua profecia com uma promessa de uma bênção futura. E qualquer pessoa que conhece estes profetas deve saber também que estas promessas são para o povo de Deus que está sob Pacto, nas bases da fé e do arrependimento, cumpridas em Cristo.

3) Bell parece ver que tais promessas de restauração estão atreladas a um Pacto, e faz uma ginástica exegética para provar que a restauração não é somente para o povo de Deus. Ele cita Isaias 19, onde está profetizado que um altar ao Senhor será levantado no meio da terra do Egito. Bell conclui que nenhuma falha é permanente em seus efeitos e que suas más consequências podem ser corrigidas (pp. 88-89). Mas Isaias 19 não tem nada a ver com oportunidades pós-morte de arrependimento. O texto fala do plano de Deus para humilhar o Egito, onde o povo de Israel clamou a Deus por libertação. “E ferirá o Senhor aos egípcios; feri-los-á, mas também os curará; e eles se voltarão para o Senhor, que ouvirá as súplicas deles e os curará.” (Isaias 19:22). Deus nunca prometeu que toda a nação do Egito seria salva. O que ele realmente promete, assim como os profetas fizeram por várias vezes, é que se eles clamassem ao Nome do Senhor, ele teria misericórdia deles. Não há nenhuma indicação de que isso ocorreria no além.

4) Bell não faz o menor esforço para entender João 14:6 em seu contexto. Depois de reconhecer que Jesus é o caminho, a verdade, a vida e o único caminho para o Pai, Bell rapidamente acrescenta: “O que ele não diz é como, ou quando ou de que maneira funciona o mecanismo que leva as pessoas a Deus por meio de Jesus. “Ele sequer diz que aqueles que vêm ao Pai por meio de Jesus saberão que estão chegando ao Pai exclusivamente por meio dele. Ele simplesmente diz que tudo o que Deus está fazendo para conhecer, redimir, amar e restaurar o mundo está acontecendo por meio de Jesus” (p. 154). Até mesmo uma lida superficial de João 14 nos mostra que a conclusão no verso 16 se refere à fé. O capítulo começa dizendo “credes em Deus, crede também em mim.” O verso 7 fala a respeito de conhecer a Deus. Versos 9 e 10 explicam que vemos e conhecemos o Pai ao crer que Jesus está no Pai e o Pai está nele. Versos 11 e 12 falam sobre a fé, novamente. Ir ao Pai por meio de Jesus significa ir ao Pai por meio da fé em Cristo. Essa interpretação se alinha com o propósito do Evangelho de João (Jo 20:31).

5) Bell pensa que a pergunta do homem rico: “Que devo fazer para herdar a vida eterna?” não tem nada a ver com a vida após morte. Ele não está perguntando como chegar ao céu depois que morrer (p. 30). Ele simplesmente quer saber como participar das coisas boas que Deus fará em um mundo vindouro (pp. 31, 40).  Novamente, Bell ignora todo o contexto que aponta para o contrário daquilo que ele defende. Levando em consideração que a ressurreição era tema de debate nos dias de Jesus (ver Marcos 12:18-27), o jovem rico provavelmente está dizendo: “Como posso ter a certeza de que serei salvo no dia da ressurreição final?” Ele está pensando na vida após morte. Por isso ele usa a palavra “herdar” e Marcos 10:13-16 dá uma resposta aos questionamentos de Bell acerca de “quem entrará no Reino”. Além disso, o verso 30 deixa claro que algumas das bençãos resultantes de seguir a Jesus virão na vida porvir – aquilo que Jesus se refere como “a vida eterna no mundo vindouro.” Se a vida eterna é equivalente ao mundo vindouro (p. 31), então Jesus é o mestre da redundância. Mas os dois termos não são idênticos. Vida eterna aqui significa vida que dura para sempre.

6) Bell coloca bastante ênfase nas passagens em que Paulo fala sobre disciplina. Paulo entregou Himeneu e Alexandre a Satanás para que aprendessem a não blasfemar. Ele disciplinou um homem em Corinto para que seu espírito pudesse ser salvo no dia do Senhor. Portanto, conclui Bell, as falhas não são permanentes (pp. 89-90). Mas declarar o propósito e a esperança da disciplina (como fez Paulo) é uma coisa; supor que o arrependimento ocorreu de fato, é outra coisa; e pensar que qualquer coisa neste texto nos dá uma brecha para crermos em um arrependimento pós-morte, é deduzir algo que o texto não diz.

7) Às vezes, Bell simplesmente ignora os versos que contrariam sua tese. Ao dizer que devemos ser muito cuidadosos ao julgar de maneira negativa o destino eterno das pessoas, Bell cita as palavras de Jesus em João 3:17 que dizem que “ele não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo.” (p.160). Estas palavras, de acordo com Bell, são “um mistério gigantesco, expansivo e generoso”, que nos levam a esperançosamente concluir que “afinal, o Céu é cheio de surpresas.” As especulações universalistas de Bell teriam sido silenciadas de forma significativa se ele continuasse lendo as palavras de Jesus no verso 18: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” Igualmente, de acordo com João 3:36 “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

8 ) A visão que Bell tem de Apocalipse é tão superficial que ignora as duras passagens que ele não quer enxergar. Bell explica que Apocalipse é um livro escrito pelo povo de Deus em tempos em que estavam sendo perseguidos. Portanto, o livro descreve várias coisas erradas sendo corrigidas e pessoas prestando contas por seus erros (p. 112). Mas ele diz que “a carta não termina com sangue e violência” (p.112). Termina com o mundo permeado pelo amor de Deus (p.114). Não se trata de um mau resumo, mas os três pontos que ele extrai desta narrativa são problemáticos. Primeiro, ele explica os julgamentos recordando-nos de que as pessoas sempre rejeitam o amor e a alegria em frente deles e “escolhem viver os seus próprios infernos pessoais, todo o tempo” (p. 114). Mas até mesmo uma leitura superficial de Apocalipse nos mostra julgamentos severos sendo decretados diretamente do trono de Deus. Eles são derramados de taças sobre toda a terra. Cristo vem em um cavalo de guerra com uma espada afiada em sua boca. O texto não diz que os ímpios estão sofrendo em vida pelas más decisões que tomaram. Eles lamentam porque aquele a quem eles transpassaram está voltando nas nuvens para exigir sua recompensa (Apocalipse 1:7).

Segundo, Bell sugere que talvez os portões do inferno “nunca se fecharão” porque novos cidadãos continuarão chegando na cidade até que todos sejam reconciliados com Deus (p. 115). Esta interpretação claramente se contrasta com o resto de Apocalipse 21 e 22, que enfatiza várias vezes que haverá pessoas anátemas que serão deixadas para fora da cidade (21:8, 27; 22:3, 14-15, 18-19). O tema do julgamento divino está bem claro no final do livro. Além disso, aqueles que passarão pelo julgamento serão jogados no lago de fogo, onde o tormento é eterno (20:10; 21:8). Em nenhum lugar vemos a ideia de uma segunda chance pós-morte; tudo indica que haverá um julgamento irreversível decretado sobre cada alma no final dos tempos.

Terceiro, de acordo com Bell, o anúncio “Eis que faço novas todas as coisas” sugere novas possibilidades. Consequentemente, isso indica que devemos deixar as portas abertas, pois o destino eterno de cada pessoa ainda não foi determinado (p. 116). Novamente, esta suposição não encontra nenhum respaldo no texto, onde as coisas novas do céu se referem a um novo estado de santidade, um novo mundo, uma nova existência livre de dores, e uma nova proximidade com Deus. O céu não se fará novo porque as pessoas que estão no inferno terão uma segunda chance para se arrepender.

9) O que Bell faz com Sodoma e Gomorra deveria arrepiar até mesmo seus defensores mais ferrenhos. Na verdade, tal abordagem gera dúvidas quanto ao interesse de Bell em estudar o texto de maneira séria. Embasado em Ezequiel 16:53, Bell argumenta que, uma vez que o destino de Sodoma será restaurado, o destino eterno de todos será igualmente restaurado (p. 84). Deveria ser óbvio, porém, que a restauração descrita em Ezequiel é da cidade de Sodoma, não dos indivíduos que nela habitavam e que já foram julgados em Gênesis 19. As pessoas que foram julgadas com fogo e enxofre 1500 antes não estavam tendo uma segunda chance para o arrependimento após a morte. Somente a cidade será restaurada. Além disso, o propósito da restauração de Sodoma é envergonhar Samaria (Ez 16:54), para que esta cidade pagasse pela abominação de seus atos (Ez 16:58). Isso não se encaixa com a visão que Bell tem de Deus e do julgamento. E se isso não fosse suficiente, suas outras opiniões sobre Sodoma são ainda piores. Porque Jesus disse que haveria menos rigor para Sodoma no dia do juízo do que para Cafarnaum (Mateus 11:23-24), Bell conclui que há esperança para todas as outras “Sodomas e Gomorras” (p. 85). Bell se utiliza de uma passagem sobre julgamento – o julgamento de Cafarnaum que, de tão ruim, será pior do que o de Sodoma – para embasar seu universalismo. As advertências de Jesus não falam nada sobre uma nova oportunidade para Sodoma. A escritura fala sobre o triste destino da incrédula Cafarnaum.

10) Não nos surpreende que Bell frequentemente recorre às promessas paulinas em Efésios 1 e Colossenses 1 de que Deus está reconciliando ou unindo todas as coisas em Cristo (p. 149). Estas são as passagens favoritas dos universalistas, mas elas não transmitem o significado que o universalistas desejam que elas tenham. Vejamos Efésios 1, por exemplo. Paulo disse que o plano de Deus na plenitude dos tempos é o de unir todas as coisas em Cristo, coisas no céu e na terra (Efésios 1:10). A palavra grega traduzida como “unir” é longa: anakephalaiōsasthai. Quer dizer somar, reunir em um ponto central, juntar. É como um autor finalizando o ultimo capítulo de seu livro, ou um maestro conduzindo uma orquestra da cacofonia à sinfonia. É uma promessa gloriosa, já iniciada em alguns aspectos pela Palavra de Cristo. Mas concluímos pelo resto de Efésios que Paulo não espera que todas as pessoas se reconciliem com Deus. Ele cita os filhos da desobediência e filhos da ira no capítulo 2. No capítulo 5 ele deixa claro que a imoralidade sexual e a avareza não têm lugar no Reino de Cristo. Em Efésios 5:6 ele adverte que a ira de Deus vêm sobre os filhos da desobediência. A união de todas as coisas não implica na salvação de todas as pessoas. Quer dizer que tudo no universo – céu e terra, o mundo espiritual e o mundo físico – será, finalmente, submetido ao senhorio de Cristo, processo no qual alguns estarão louvando alegremente seu amado Salvador, e outros encontrarão a justa punição por sua perversão. No final, Deus vence.

Conclusão

Uma última consideração a respeito da exegese de Bell: Bell tem a reputação de ser brilhante e criativo, e provavelmente é em certos aspectos. Mas o modo como usa a Bíblia não demonstra nenhuma destas características. Na verdade, sua abordagem é ingênua e rasa. Ele simplifica todas as coisas, seja para fazer a teologia tradicional parecer ridícula e inconsistente, ou para construir toda uma teologia em cima de um texto fora de seu contexto. Não se esforça para interpretar metáforas, gênero literário ou simbolismos. Não faz o menor esforço para harmonizar sua teoria a qualquer passagem que possa comprometer sua nova interpretação da Bíblia. Ele ama a tradição judaica, mas demonstra pouca familiaridade com o enredo e o formato do Antigo Testamento. Seu estilo pode ser atraente para alguns, mas leia as passagens com seus próprios olhos, utilizando-se de uma Bíblia de estudo respeitada ou um comentário bíblico básico. Você passará a questionar seriamente a maneira como Bell se utiliza das Escrituras.

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Revisão Completa: The Gospel Coalition
Tradução: Pão & Vinho
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0 Os efeitos do comunismo na sociedade

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Por Robson Tavares Fernandes


Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” João 18:36

Jesus Cristo deixa seu ensino, nessa passagem, esclarecendo que o seu reino não é deste mundo. Isto nos traz a ideia central que a ideia que precisa permear na cabeça de um genuíno cristão é buscar transformar vidas e não a sociedade através da adoção de ideologias políticas.

O Socialismo, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é:

"Doutrina que prega a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos, e defende a substituição da livre-iniciativa pela ação coordenada da coletividade na produção de bens e na repartição da renda".

O Comunismo, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é:

Sistema social, político e econômico desenvolvido teoricamente por Karl Marx (v. marxismo), e proposto pelos partidos comunistas como etapa posterior ao socialismo.

O comunismo é um assunto que por natureza é antagônico aos ensinos de Cristo. Por que antagônico? Martin Luther king [1] estabelece três razões pelas quais os dois pensamentos são inconciliáveis. Vejamos:

1. O Comunismo se baseia numa visão materialista e humanista da história e da vida. Segundo a teoria comunista, não é a inteligência nem o espírito que decidem do universo, mas apenas a matéria; esta filosofia é declaradamente secularista e ateísta. Para ela, Deus é um simples mito criado pela imaginação; a religião, um produto do medo e da ignorância; e a Igreja, uma invenção dos governantes para controlarem as massas. O Comunismo, tal como o Humanismo, mantém, além disto, a grande ilusão de que o homem pode salvar-se sozinho, sem a ajuda de qualquer poder divino, e iniciar uma nova sociedade.

2. O Comunismo assenta num relativismo ético e não aceita absolutos morais estabelecidos. O bem ou o mal são relativos aos métodos mais eficientes para o desenvolvimento da luta de classes. O Comunismo emprega a terrível filosofia de que os fins justificam os meios. Apregoa pateticamente a teoria duma sociedade sem classes, mas, infelizmente, os métodos que emprega para realizar esse nobre intento são quase sempre ignóbeis. A mentira, a violência, o assassinato e a tortura são considerados meios justificáveis para realizar esse objetivo milenário. Será isto uma acusação falsa? Escutai as palavras de Lenine, o verdadeiro estrategista da teoria comunista: “Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta”. A História moderna tem passado por muitas noites de agonia e por muitos dias de terror por causa desta opinião ter sido tomada a sério por muitos dos seus discípulos.

3. O Comunismo atribui o máximo valor ao Estado; o homem é feito para o Estado, em vez do Estado para o homem. Poderão objetar que o Estado, na teoria comunista é uma “realidade intermediária” que “desaparece” quando emergir a sociedade sem classes. Em teoria, isto é verdade; mas também é verdade que, enquanto o Estado se mantém, é ele a finalidade. O homem é o meio para esse fim e não possui quaisquer direitos inalienáveis; os únicos que possui derivam ou são-lhe conferidos pelo Estado. A nascente das liberdades secou sob um tal regime. Restringe-se no homem a liberdade da imprensa e da associação, a liberdade de voto e a liberdade de ouvir ou de ler. Arte, religião, educação, música ou ciência, tudo depende do Estado, e o homem é apenas o servo dedicado do Estado onipotente.

Por essas razões podemos afirmar a incompatibilidade entre o cristianismo e o comunismo.

Como cristãos precisamos entender que não existem sistemas políticos ou sociais que sejam perfeitos. Quaisquer métodos de governo que o ser humano - por natureza falho e caído – criar, possuirão falhas, porém, se alguém se denomina cristão terá que concordar com os ensinos bíblicos, que declaram de forma clara que o único meio de governo sem erros é a Teocracia, e esta será estabelecida segundo o texto de Isaías 65 ou em Apocalipse 19:15.

R. J. Rummel define o marxismo da seguinte maneira:

"De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — mais sangrenta do que a Inquisição Católica, as várias cruzadas católicas e a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo significa terrorismo sanguinário, expurgos mortais, campos letais de prisioneiros e trabalhos forçados assassinos, deportações fatais, fomes provocadas por homens, execuções extrajudiciais e julgamentos “teatrais”, descarado genocídio e assassinatos em massa." [2] 

Em se tratando de comunismo, basta observar o resultado prático social de países que o adotaram na tentativa de resolver seus problemas. Podemos afirmar com a mais absoluta certeza que o resultado foi catastrófico.

Luís Dufaur escreveu acerca do Livro Negro do Comunismo [3], dizendo o seguinte:

"O Livro Negro do Comunismo, há pouco editado no Brasil, pôs em foco a magnitude dos crimes gerados por esses erros. Desde que foi publicado na França, em 1997, ele suscita apaixonadas polêmicas. Numerosos simpatizantes do comunismo saíram da moita em defesa do partido. No Parlamento francês, o Primeiro-ministro socialista Lionel Jospin correu em socorro de seus aliados do Partido Comunista, denunciados por deputados da direita com base no referido Livro Negro. Apareceu até um volume criticando essa obra, ironicamente intitulado Livro Negro do Capitalismo, aliás tão pífio que a revista “Veja” o qualificou de “obra idiota e estapafúrdia”. O Livro Negro do Comunismo foi escrito por esquerdistas. O coordenador da equipe é Stéphane Courtois, diretor da revista Communisme e diretor de investigações do prestigioso Centre National de la Recherche Scientifique de Paris. Ele vem do maoísmo e se define como anarquista. Os títulos e obras dos demais colaboradores ocupam algumas páginas. Por sua vez, a Rússia abriu-lhes arquivos até então zelosamente fechados."

Ou seja, os dados apresentados nesse livro foram apresentados por um comunista e têm como fonte os documentos oficiais de países reconhecidamente comunistas, como Rússia.

Alguns desses dados oficiais e reconhecidamente atestados apresentam os seguintes números de mortes causadas por perseguições geradas pelo comunismo: 20 milhões de mortos na antiga URSS, 65 milhões de mortos na China, 1 milhão de mortos no Vietnã, 2 milhões de mortos na Coréia do Norte, 2 milhões de mortos no Cambodja, 1 milhão de mortos no Leste-Europeu, 250 mil de mortos na América Latina, 1,7 milhão de mortos na África e 1,5 milhão de mortos no Afeganistão.

No total podemos catalogar algo entre 100 e 110 milhões de mortos, vítimas de perseguição comunista. Podemos denominar de um verdadeiro genocídio, pior até que aquele realizado pelo nazismo durante a segunda guerra mundial, que foi de 25 milhões de mortos.

A perseguição, tortura e morte realizada pelo comunismo se aplica a toda e qualquer pessoa que se oponha a seus ditames.

É bem sabido que muitos realizaram perseguições, torturas e mortes em nome do cristianismo, também. Todavia, precisamos entender que essas práticas nunca, jamais, representaram o ensino de Jesus Cristo. Essas práticas realizadas em nome do cristianismo são feitas por pessoas e grupos que não representam a Bíblia em sua essência. O próprio Jesus recusou se apresentar como um anarquista, agitador político, libertador social e muito menos como um perseguidor, torturador ou assassino. Antes, ele foi assassinado, e antes disso, foi perseguido porque recusou-se engajar-se em movimentos políticos e apresentar-se como libertador social. Jesus apresentou-se como o libertador de almas, o salvador de vidas!

A denominada “Santa Inquisição”, que não teve absolutamente nada de santa, foi fruto de uma perseguição católica travada contra qualquer um que discordasse de seus preceitos, inclusive crentes que desafiaram o poder do catolicismo ao insistirem em ler a Bíblia e se contrapor aos dogmas antibíblicos do catolicismo.

No site http://solascriptura-tt.org podemos encontrar uma lista de locais e datas que nos revelam alguns números da Inquisição:

1209, em Beziers (França) - 60 mil foram martirizados; 1211, em Lauvau (França) - o governador foi enforcado, sua mulher apedrejada e 400 pessoas queimadas vivas; 1420-1498, o frade Torquemada comandou por 8 anos a morte de 10.200 protestantes e intelectuais queimados vivos; Na Espanha 31.912 cristãos não católicos foram mortos. 291.450 martirizados e dois milhões banidos; 1500-1558, Carlos V eliminou por ordem do papa 50 mil cristãos alemães; 1566-1572, o Papa Pio V exterminou 100.000 Anabatistas; 1572-1585, o Papa Gregório XIII organizou com os jesuítas o extermínio dos protestantes franceses e na noite de 24 de agosto de 1572 mataram 70 mil deles; 1590, o catolicismo eliminou cerca de 200 mil cristãos Huguenotes; 1578-1637, o Monarca alemão Fernando II exterminou cerca de 15 milhões de pessoas.

No livro “Congregacional de Relatórios” encontramos o Juramento dos Jesuítas, que na página 3262 nos diz o seguinte:

“Prometo ensinar a guerra lenta e secreta contra os protestantes e maçons... queimar vivo esses hereges, usar o veneno, o punhal ou a corda de estrangulamento...farei arrancar o estômago e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de seus filhos contra a parede, a fim de aniquilar a raça!...Se eu for perjuro, as milícias do papa poderão cortar meus braços e minhas pernas, degolar-me, cortando minha garganta de orelha a orelha, abrir minha barriga e queimá-la com enxofre, etc.! – Assino meu nome com a ponta deste punhal molhado no meu próprio sangue.”

A história registrou que só na Idade Média, anos 500 a 1700, os papas e a Igreja católica romana assassinaram cerca de 50 milhões de cristãos não católicos. Uma média de 40 mil por ano! (Rastro de Sangue, Carról, pág. 26)

No livro "Os Piores Assassinos e hereges da História, de Caim a Saddam Hussein [4] (Jeovah Mendes, edição 1997, págs 249-250) encontramos o seguinte relato acerca do catolicismo:

"Em toda a sua calamitosa história, a Igreja Católica nada mais tem feito que perseguir o homem, sob o sofisma de agir em nome de Deus. Vejamos os morticínios que ela levou a efeito: As cruzadas à Terra Santa custaram à humanidade o sacrifício de dois milhões de vítimas; de Leão X a Clemente IX (papas) os sanguinários agentes do catolicismo, que dominavam a França, a Holanda, a Alemanha, a Flandes e a Inglaterra, realizaram a tenebrosa São Bartolomeu, de que já falamos, degolando, massacrando, queimando mais de dois milhões de infiéis, enquanto a Companhia de Jesus, obra do abominável Inácio de Loyola, cometia as maiores atrocidades, chegando mesmo a envenenar o Papa Clemente XIV. O seu agente S. Francisco Xavier, em missão no Japão, imolava cerca de quatrocentos mil nipônicos; as cruzadas levadas a efeito entre os indígenas da América, segundo Las Casas, bispo espanhol e testemunha ocular de perseguição e autos-de-fé, sacrificaram doze milhões de seres em holocausto ao seu Deus; a guerra religiosa que se seguiu ao suplício do Padre João Huss e Jerônimo de Praga, contou mais de cento e cinqüenta mil vidas imoladas à Igreja Romana; no século XIV, o grande Cisma do Ocidente cobriu a Europa de cadáveres, dado que nada menos de cinqüenta mil vidas foram o preço cobrado pela ira papal; as cruzadas levadas a efeito a partir de Gregório VII (papa), roubaram à Europa cerca de trezentos mil homens, assassinados com requintes de selvageria; nas terras do Báltico, os frades cavaleiros, além de uma devastação e pilhagem completa, ainda sacrificaram mais de cem mil vidas; a imperatriz Teodora, dando cumprimento a uma penitência imposta pelo seu confessor, fez massacrar cento e vinte mil maniqueus, no ano de 845; as disputas religiosas entre iconoclastas e iconólatras devastaram muitas províncias, resultando ainda no sacrifício de mais de sessenta mil cristãos degolados e queimados. A Santa Inquisição, na sua longa e tenebrosa jornada, levou aos mais horrorosos suplícios, inclusive às fogueiras, algumas centenas de milhares de pobres desgraçados; segundo o Barão d´Holbach, a Igreja Católica Romana, pelos seus papas, bispos e padres, é a responsável pelo sacrifício de cerca de dez milhões de vidas. Que mais é preciso dizer"?"

Diante dessas informações afirmamos categoricamente que isto nunca, jamais, representou a instrução da Bíblia Sagrada e muito menos os ensinos de Jesus Cristo! Entretanto, com o comunismo é totalmente diferente, porque os assassinatos e mortes causadas pelo dito sistema realizou tais crimes por ordem e instrução de seus fundadores. Vejamos o que Lenine, estrategista da Teoria Comunista, tem a nos dizer:

Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta

De acordo com a agência católica Zenit, em 02/09/1999, o comunismo matou de fome cerca de 3,5 milhões de pessoas na Coréia do Norte. O Jornal do Brasil, em 30/10/99, noticiou que na China, 65 milhões de pessoas foram mortas e na Rússia 20 milhões. Que o Comunismo é responsável pela morte de aproximadamente 100 milhões de pessoas, e que a Comissão sobre Repressão do governo russo concluiu que os bolchevistas mataram pelo menos 43 milhões de pessoas entre 1917 e 1953.

Para o “práxis” marxista, “os fins justificam os meios”; pode-se lançar mão da violência, da corrupção, do roubo, da falsidade e da morte para se implantar o comunismo; tudo é válido... é por isso que o comunismo matou cerca de 100 milhões de pessoas no século XX, e foi o maior fracasso do mesmo século. [5]

E o que o marxismo, o maior dos experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres, nesse muitíssimo sangrento custo em vidas? Nada de positivo. Deixou em seu rastro desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais. [6]

Além de tudo isso, algumas informações adicionais do site da Frente Universitária Lepanto podem ser apresentadas, com base no Livro Negro do Comunismo. Vejamos:

Na Rússia – como em geral nos países que caem nas garras do comunismo  udo começou pela Reforma Agrária. Em 29 de abril de 1918, Lenine decretou “uma batalha cruel e sem perdão contra esses pequenos proprietários de terra”. Os bolchevistas passaram a desarmá-los e a lhes confiscar o grão. Quem resistia era torturado ou espancado até a morte. Roubavam-lhes até a roupa interior de inverno e os sapatos, ateavam fogo nas saias das mulheres para que dissessem onde estavam sementes, ouro, armas e objetos escondidos. As violações praticadas então pelos comunistas foram sem conta.

Tendo confiscado o alimento, o governo reduziu o povo pela fome. Só comia quem possuísse o cartão de racionamento distribuído pelo partido... Havia seis categorias de estômagos excomungados. Os burgueses, os contra-revolucionários, os proprietários rurais, os comerciantes, os ex-militares, os ex-policiais foram condenados ao desaparecimento.

A fome prostrou a população. Em 1922 não havia mais revoltas, apenas multidões apáticas implorando uma migalha e morrendo como moscas. Foi o início da primeira grande fome que ceifou 5 milhões de vidas.

Surgiu o canibalismo. Os comunistas deitaram a mão nos bens da igreja cismática (dita ortodoxa), majoritária na Rússia. O confisco ocorreu com profanações e carnavais anti-religiosos. Após sucessivas ondas aniquiladoras, pouquíssimos templos permaneceram abertos. Os “Popes” (chefes da igreja cismática) transformados em agentes do Partido.

Stalin completou a estatização do campo decretando o extermínio imediato de 60 mil chacareiros e o exílio da grande maioria para campos de concentração da Sibéria... Em poucos dias, a meta de 60 mil assassinatos foi superada. Em menos de dois anos foram deportados 1.800.000 proprietários e familiares.

Crianças famintas lotavam as ruas. As que ainda não haviam inchado foram conduzidas a um galpão, onde agonizaram aproximadamente 8 mil crianças. As outras foram despejadas num local longínquo para morrerem sem serem vistas. Esta fase final da Reforma Agrária provocou 6 milhões de mortes. A mortandade causada pelo Grande Expurgo atingiu mais de 6 milhões de pessoas... Durante a II Guerra Mundial, o comunismo russo dizimou as minorias étnicas. Mais de 80% dos 2 milhões de descendentes de alemães que moravam na URSS foram expurgados como espiões e colaboradores do inimigo. Várias outras etnias foram supressas.

A China de Mao-Tsé-Tung seguiu as pegadas da Rússia com aspectos surpreendentes. Assim que se apossava de uma região, o comunismo chinês empreendia a Reforma Agrária. Mas antes de eliminar os proprietários, desmoralizava-os o quanto podia. Eles eram por exemplo submetidos ao “comício da acidez”: os parentes e empregados deviam acusá-los das piores infâmias até que “entregassem os pontos”, sendo então executados pelos presentes. Um proprietário teve que puxar um arado sob as chibatadas de colonos, até perecer. Chegou-se a obrigar membros da família de um fazendeiro a comer pedaços da carne dele, na sua presença, ainda vivo! A Reforma Agrária chinesa extinguiu de 2 a 5 milhões de vidas, sem contar aqueles que nunca voltaram entre os 4 a 6 milhões enviados aos campos de concentração.

A fome mais mortífera da História da humanidade sacrificou então 43 milhões de vidas! Era proibido recolher as crianças órfãs ou abandonadas.

O sistema amarelo de campos de concentração foi (e continua sendo) o maior do mundo. Até meados dos anos 80, mais de 50 milhões de infelizes passaram por ele. A média de ingresso nesse sistema é de 1 a 2 milhões de pessoas por ano, e a população carcerária atinge, em média, a cifra de 5 milhões. Os presos-escravos vivem psiquicamente infantilizados, num sistema de autocríticas e delação mútua. Esses cárceres, disfarçados em unidades industriais do Estado, desempenharam importante papel nas exportações chinesas. Pense nisso o leitor quando lhe oferecerem um produto chinês a preço ínfimo...

Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de reduzir a pó os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza. Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores!

Os mortos são calculados entre 400 mil a 1 milhão, e os encarceramentos em torno de 4 milhões: uma alucinante ninharia, se comparada aos massacres da Reforma Agrária e do “salto para a frente”! Apesar disso, a Revolução Cultural serve até hoje como fonte de inspiração para revoluções do gênero.

Os chefes comunistas Cambojanos haviam estudado na França, onde militaram no Partido Comunista Francês, tendo então conhecido as novas doutrinas ecológicas... Sua meta: eliminar o senso da própria individualidade, todo sentimento de piedade ou amizade, qualquer idéia de superioridade. Assim, queriam forjar o “homem novo”, integrado na natureza, espontaneamente socialista, detentor de um saber meramente material, de um pensamento que não pensa.

Muitos comunistas ficam revoltados ao serem expostas as ações práticas de suas idéias, todavia, o que se apresentam são fatos, e quais argumentos podem utilizados contra fatos documentados? O que dizer diante de comprovações históricas de milhões de mortes que foram executadas por orientações das “mentes pensantes” elaboradoras de tão cruel “solução social”?. Lembram da instrução: “Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta”?

O que foi feito na Russia dos campos de concentração? Eles existem ainda? Ou foram extintos? Se existem, por que ninguém fala deles? Se foram extintos, que mistério explica o fato de os grandes órgãos de imprensa do ocidente não enviarem jornalistas para entrevistar as vítimas ou filmar os locais de tortura e morte? Por que as ONGS humanitárias não procuraram na Sibéria ou Alhures eventuais sobreviventes? E por que a corte de defensores dos "direitos humanos" não se interessou pelo destino final desses milhões de vítimas? E como explicar ainda seu silêncio sobre os atuais cárceres-fábricas chineses? [7]

R.J. Rummel nos traz o resumo deste artigo de maneira simples - mas não simplista, clara - mas não evasiva, e direta - mas não negligente:

“De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — mais sangrenta do que a Inquisição Católica, as várias cruzadas católicas e a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo significa terrorismo sanguinário, expurgos mortais, campos letais de prisioneiros e trabalhos forçados assassinos, deportações fatais, fomes provocadas por homens, execuções extrajudiciais e julgamentos “teatrais”, descarado genocídio e assassinatos em massa ... No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Para se ter uma perspectiva desse incrível alto preço em vidas humanas, note que todas as guerras internas e estrangeiras durante o século 20 mataram 35 milhões de pessoas. Isso é, quando marxistas controlam países, o marxismo é mais mortal do que todas as guerras do século 20, inclusive a 1 e 2 Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã” [8]

O marxismo tem servido de base para o pensamento ateísta, todavia, seria muito bom que todo comunista, bem como todo ateu lembrasse de uma frase pouco conhecida de Karl Marx:

"Perdi o céu, e o sei com certeza. Minha alma, outrora bela a Deus, está agora destinada ao inferno."(Marx. Karl)

Juntamente com essa frase lembrasse das Sagradas palavras contidas na Escritura, que traz a verdade de um Deus que pode dar uma segunda chance:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28)

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7:14)

Podemos concluir de forma sucinta afirmando que Jesus Cristo é a única solução para a vida do homem. A solução está em uma pessoa – Jesus Cristo – e não em um sistema, e muito menos em um sistema alicerçado no ateísmo e apresentado pelo nome de comunismo, marxismo, socialismo, leninismo ou como você deseje chamar.

Homens direcionados pela Bíblia Sagrada deixaram um legado positivo, real e proveitoso para a sociedade. Homens como:

Isaac Newton (1642-1727) - Teorias sobre a natureza da luz e da gravitação universal, e teve parte na invenção do cálculo.

Michael Faraday (1791-1867) - Refuta de modo efetivo a opinião de que cientistas são avessos à religião revelada.inventou o motor e o transformador elétricos, descobriu a indução eletromagnética, chamou atenção ao campo que envolve um magneto, propôs as ondas eletromagnéticas, e é agora honrado por ter a unidade de capacitância levando seu nome - o farad.

Johannes Kepler (1571-1630) - Astrônomo e matemático alemão, dizia que a doutrina da Trindade lhe sugeriu o sistema heliocêntrico triplo do Sol, estrelas fixas e o espaço entre eles.

Blaise Pascal (1623-1662) - Matemático francês a quem nosso computador muito deve.

Robert Boyle (1627-1691) - Pai da química modernaEm seu testamento deixou uma doação para uma série anual de palestras para combater o ateísmo.

Nicolaus Steno (1638-1686) - Geólogo e anatomista dinamarquês, desenvolveu princípios para descrever rochas sedimentárias que estão ainda em uso em geologia.

Carolus Linnaeus (1707-1778) - Fundador da biologia sistemática moderna e originador da nomenclatura binária, invocou a linguagem de Gênesis 1 em sua definição de espécie.

Lord Kelvin [William Thomson] (1824-1907) - Dissipação de energia útil é uma característica universal descrita no Salmo 102:26.

James Clerk Maxwell (1831-1879) - Resumiu toda eletricidade, magnetismo e ótica em umas poucas equações que ainda formam a base da teoria eletromagnética.

Louis Pasteur (1822-1895) - Lançou o alicerce da teoria de que germes causam doenças e da vacinação preventiva. Ele é bem conhecido pela técnica de pasteurização que leva seu nome.

Homens como você, que podem auxiliar o próximo de alguma maneira se seguirem o caminho maravilhoso da Bíblia Sagrada.

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REFERÊNCIAS:
[1] http://ihaveadream.br.tripod.com/martin12.htm. acessado em 10-03-08 
[2] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/01/marxismo-mquina-assassina.html. Escrito por: R.J. Rummel em 13 de julho de 2007, e acessado em 08 mar 08. 
[3] http://www.lepanto.com.br 
[4] MENDES, Jeovah. Os Piores Assassinos e Hereges da História, de Caim a Saddam Husseim, edição 1997, págs 249-250 
[5] O Livro Negro do Comunismo – crimes, terror e repressão. Stéphane Courtois e outros, Ed. Bertrand Brasil, 3ª ed. 2001, 917 páginas; ver a orelha. 
[6] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/01/marxismo-mquina-assassina.html 
[7] http://www.lepanto.com.br 
[8] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com e http://www.hawaii.edu/powerkills

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