Receberás cem vezes tanto, mas com perseguições

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Por: Renato Fontes


Entre uma das maiores falácias da teologia da prosperidade, está a vida de riqueza aqui na terra. Um dos versículos mais utilizados para defender os seus caprichos é este:



"Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna." (Mt 19.29)

Creio que ninguém, em sã consciência, interpreta aquilo tudo literalmente. Se alguém levar o versículo inteiro ao pé da letra, será um pervertido sexual com centenas de filhos (e de mulheres também, se seguirmos a passagem paralela de Lucas!)...

Aliás, Jesus falou aquilo para os discípulos. Não consta que Pedro e os demais tenham se tornado milionários depois de abandonar tudo para seguir Jesus – pelo contrário, a maioria deles se tornou mártires. Pedro, por exemplo, continuou vivendo como pescador, e ainda ganhou a "vida abundante" morrendo numa cruz de cabeça pra baixo, conforme a história relata.

O que Jesus disse é que, se você abrir mão do que tem, vai ganhar uma nova família, vai pertencer à Igreja, ao corpo de Cristo, sua nova família, que representa 100 vezes mais mães, pais, filhos e casas. E, de brinde, ainda vai ganhar perseguições. Esse trecho, por sinal, é pouco falado por aqueles que acham que o paraíso é na terra.

Aliás, eu me pergunto: por que nenhum desses pregadores da prosperidade cumpre a primeira parte do versículo, que fala sobre abandonar tudo (isso eles só recomendam para as suas ovelhas, que abandonem tudo nas contas bancárias deles), ou ainda o que está um pouco antes, no verso 21, quando Jesus diz ao jovem rico que este deveria vender todos os seus bens e dar o dinheiro aos pobres?


Por Renato Fontes
Fonte: [
Assem-Bereia de Deus ]
Via: [
Web Evangelista ]
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Caciquismo evangélico

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Não é novidade o fato de que, durante muito tempo, a vida política brasileira foi fortemente influenciada por coronéis e caudilhos. Também não é novidade que, embora este tipo de influência hoje seja menor, estas figuras manipuladoras de opinião acabaram por dar lugar ao que hoje chamamos de “caciques” políticos. O caciquismo, assim como o coronelismo e o caudilhismo, remonta ao tempo do Brasil Imperial. No entanto, esta figura sofreu, de certa forma, uma espécie de evolução. Hoje, o cacique se impõe em determinada comunidade, cidade ou região valendo-se das muitas artimanhas herdadas do coronelismo e do caudilhismo. Dos coronéis, herdou as formas de imposição de sua autoridade pelo medo aos seus subordinados, já dos caudilhos, herdou a jeito astucioso de dominar as massas pelo seu carisma e espírito de liderança autoritário (possui em seu discurso forte apelo emocional). Poderia mencionar vários nomes destes “caciques”, porém, isto não se faz necessário, visto que, apresentando estas características básicas, fica fácil discerni-los na sociedade.

Entretanto, o que realmente quero tratar aqui não é a existência e características deste tipo de gente em nossa sociedade. Mas, sim, o fato de que, infelizmente, este traço cultural tem sido recepcionado por muitas denominações evangélicas. A ignorância cultural do povo e a herança da tradição sacerdotal católica, na qual o padre é uma grande figura dotada de poder dominador sobre a sua comunidade, têm favorecido o surgimento de poderosos “caciques” político-religiosos em meio evangélico.

Outro fator que tem corroborado para a existência deste tipo de fenômeno é o ávido interesse (por parte dos evangélicos) de participar da política e galgar posições, quando nela já estão inseridos. Na realidade, o interesse pelo poder político fomentou muitos líderes a assumissem características do “caciquismo”. O que é dito aqui é comprovado pela forma de fazer política de muitas das denominações brasileiras. Suas práticas podem ser vistas claramente em época de eleições: afirmando que tal pessoa (geralmente um candidato oficial da denominação) será “luz” no congresso nacional, na câmara dos deputados estaduais ou na câmara dos vereadores, algumas denominações têm encabrestado seus membros (votos). Há suspeita de, até mesmo, vendas de votos de seus membros para candidatos corruptos. Nestas igrejas, em tempos de eleição, é muito comum ouvir coisas do tipo:

“Vamos orar para que Deus eleja o Fulano!”

“Quem dentre os que aqui estão se comprometem com a candidatura de Cicrano?”

“Quem é do ‘corpo’ vota em quem é do ‘corpo!’ ”

"É preferível errar votando em irmão do que em ímpio!"

Estes são apenas alguns dos chavões existentes dentro destas denominações para encabrestar os membros/eleitores. São realizadas também várias pregações, nas quais se utiliza a vida de José, Daniel, Neemias, dentre vários outros personagens bíblicos, para fundamentar o ardente desejo da liderança da igreja de possuir influência política . E ai de quem se opor à visão da liderança da igreja; este torna-se imediatamente um rebelde.

Infelizmente, este tipo de coisa trás conseqüências drásticas à igreja, dentre várias, eis algumas:

-A falta de interesse por parte dos líderes de proporcionar o crescimento e amadurecimento integral dos membros: uma vez crescidos, maduros e com consciência cristã de seu papel na sociedade, estes se tornariam “problemáticos”, pois, certamente não se deixariam fazer parte de “currais” eleitorais.

-abandono do modelo bíblico quanto a forma de manifestar a igreja. O retorno ao modelo sacerdotal veterotestamentário de liderança: o líder se torna o canal exclusivo da mensagem divina (o porta-voz de Deus): sendo desta maneira mais fácil impor sua autoridade sobre a comunidade de crentes. Havendo, também, com isso, o impedimento do exercício do sacerdócio universal e dons dos crentes.

-adoecimento da igreja. Uma igreja na qual seus membros não exercem o sacerdócio universal (cada crente um ministro), na qual o evangelho não é pregado integralmente, onde os membros não exercitam seus dons é uma comunidade que caminha fragilmente dentro de uma sociedade tomada pelo pecado e que dificilmente se manterá saudável.

-abandono do modelo bíblico de liderança. Segundo o modelo bíblico neotestamentário, o líder não é aquele que subjuga o rebanho para se aproveitar dele, mas, sim, aquele que doa sua vida ao rebanho e o serve. Então, o modelo bíblico de liderança é o do líder-servo (1º Pe 5-2,3).

É imprescindível que levemos a sério esta questão. Talvez, nas comunidades das quais façamos parte esta não seja a realidade vigente, no entanto, se somos mesmo um só corpo, devemos nos importar e batalhar pela saúde da igreja. Podemos fazer isto orando, vivendo a igreja como ela é descrita na Bíblia, pregando e ensinando a fé que uma vez foi entregue aos santos!


Deus nos ajude!

Autor: Humberto Ramos De Oliveira Júnior
Fonte: [ Ultimato ]
Via: [ Emeurgência ]

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A patética retórica do ator gospel

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A arte de fazer sensacionais sermões para as massas tem sido revitalizada nas últimas décadas. As reformulações têm sido uma constante, a fim de cativar os expectadores a ensimesmarem-se diante de um drama teatral de péssimo gosto, que poderíamos denominá-lo de “cristianismo de resultados imediatos”.

Nesse grande teatro dos absurdos, interessa mais a forma de dizer, do que o que se diz. Os “preletores-atores” da modernidade são homens de raro talento e de uma utilidade real (R$). São pregadores mais eloqüentes do que aqueles vestidos de batinas e barretes quadrados em suas cabeças, que pregam do alto de seus ornamentados púlpitos para uma multidão apática e sonolenta.

Os que mais se destacam são aqueles dotados de todas as qualidades imaginativas, racionais e gestuais. São os menos sensíveis, isto é, são aqueles que sabem impressionar sem demonstrar que lá no fundo são insensíveis aos afetos mais humanos.

Esse comediante
de “deu$” capta tudo que o impressiona na Bíblia. Seleciona coletâneas previamente ensaiadas, para seus discursos acalorados e falsos milagres. É uma pessoa genial em lotar vastos salões e estádios. É lá nesse recinto que o seu fantasma se eleva, fazendo sua cabeça tocar às nuvens. Não é o seu coração, mas é a sua cabeça que faz tudo.

São atores que
se acham demasiado ocupados em imitar, e que vivem eternamente afetados no íntimo deles próprios. A lágrima que escapa dos seus olhos comove mais que todos os prantos. Nessa trágica comédia gospel, muitos que os ouvem, se dedicam a copiar as suas loucuras e diabruras. No entanto, o olho do prudente capta o ridículo desses espetáculos que a massa ignara não enxerga.

Todo o talento deste “grande homem de deu$” consiste em não sentir, mas inescrupulosamente representar. Os gestos de seu desespero são decorados e foram ensaiados diante de um espelho. Ele sabe o momento exato em que vai tirar o seu lenço para enxugar a lágrima que a emoção deixa rolar. O tremor de sua voz, as palavras suspensas, os sons sufocados e arrastados, o frêmito dos seus membros, a vacilação dos joelhos, os furores, o trejeito patético, a macaquice “sublime”, o soco no ar, a voz rouca se extinguindo ─ , nada chega a lhe perturbar e nem lhe causar melancolia e abatimento da alma. Pelo contrário, tudo isso funciona como um gel anestesiante que inunda o seu divinal “ego”, provocando-lhe delírios e alucinações. As lágrimas desses folclóricos comediantes descem dos seus cérebros, enquanto aquelas do homem sensível brotam do coração.

Às vezes, esse ator
midiático se ajoelha no piso brilhante de seu palco, como um sedutor que se ajoelha aos pés da mulher que não ama, mas quer enganá-la. Nada é verdadeiro no palco desse embusteiro gospel. A postura, o modo de caminhar, os bordões para inflamar a plateia ─ tudo é maravilhosamente falso.

Esse ator de terceira categoria não é um piano, nem uma harpa, nem um violino; ele não tem acorde que lhe seja próprio, mas tem o acorde e o tom que lhe convém. Fala sempre, e sempre bem; é um adulador profissional e um grande cortesão. Sim, um grande cortesão da palavra mágica, um fantoche maravilhoso que assume toda espécie de formas ao bel prazer do barbante que está nas mãos do seu “senhor”.



P.S.: Clique no vídeo abaixo para assistir a uma pequena amostra de uma aula na Escola de Formação de Atores Gospel



Por Levi B. Santos
Guarabira, 26 de novembro de 2009
Fonte: [ Ensaios & Prosas ]

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idéias emergentes, filosofias vãs

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"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo." (Colossenses 2.8)


Tenho estudado sobre o "movimento" igreja emergente, encontrei idéias geniais, sensacionais eu diria, mas entre aqueles que professam ser "liberais" o que vi foi antropocentrismo, abandono da Palavra e negação da Cruz de Cristo.

Não coloco aqui todos os ditos emergentes, isso seria leviano, seria burrice, em todos os lugares encontramos homens que servem e Deus e o buscam em Espírito e Verdade. A quem se "engane na busca da verdade", mas enquanto existir raiz há esperança. Digo isso porque até mesmo a igreja que freqüento pode ser considerada uma igreja emergente se utilizar-mos a idéia de Mark Discroll. (clique aqui). Este texto é direcionado àqueles que negam a cruz de Cristo, negam sua divindade e consideram-se verdadeiros adoradores de Deus.

Eu poderia discutir o pensamento que eles têm a respeito de homossexualismo, sexo antes do casamento, céu e inferno, virgindade da mãe de Cristo, etc., mas vou me deter apenas há um ponto. A cruz de Cristo e a obra redentora dessa cruz.

Alguns sites ditos emergentes, e alguns blogs, de autores que periodicamente publicam em sites assim denominados, fazem questão de "informar" um novo caminho, melhor, de informar que existem muitos, centenas, milhares de caminhos para Deus. Eles já não valorizam mais a Cristo, porque valorizar sua Palavra (Eu sou o único caminho, verdade e vida). O que pregam é um largo caminho ou várias estradas pavimentadas e espaçosas o suficiente para que eu possa trazer comigo o meu ego e não seja necessário negar a mim mesmo, mas negar apenas a cruz de Cristo.

Em seus textos vemos dezenas de inserções de filósofos declaradamente ateus, (homens que odeiam a Deus) vagamente surge um texto de algum teólogo "criador" dessa "emergência" e por fim nada, absolutamente nada de Bíblia, exceto para, tal qual neopentecostais da Teologia da Prosperidade fazem, pegam um texto e o retiram do contexto para justificar suas mundanices e desvios.

Cristo aparece mais como um homem que "revolucionou" do que como o Filho de Deus... e seu sacrifício pufs! Um dos escritores brasileiros sobre o tema igreja emergente escreveu: "primeiro e mais importante, não posso chegar ao lar pela estrada que sugere que Jesus seja o único caminho..." o mais importante para ele foi dizer, Cristo não é o caminho, ainda escreveu: "essa estrada está interditada, fechada para sempre." Este rapaz invalidou a obra da cruz, ele desprezou a morte e ressurreição de Cristo por ensinos filosóficos de homens que não crêem em Deus. Ele ainda chamou Deus de "arbitrário e abusivo"... Porque? Ele não conhece a Deus e se assim continuar a proceder um dia Cristo dirá a Ele... "não te conheço".

Ainda num destes sites que defendem o "movimento", vi textos que "mostravam" um Novo Testamento que não faziam sentido, se por um lado chamam Paulo de o "emergente dos emergentes" de outro preferem os textos de Copérnico e de Kant aos de Paulo, por considerá-los sem sentido ao cristianismo atual, desapropriados à pós-modernidade. Na verdade, são textos desapropriados ao nosso mundanismo e aos desejos de nosso coração e por isso lutamos contra eles, por isso, pessoas como estas os definem como "sem sentido".


O que vi foi um grupo de pessoas que deseja "aceitar a Deus" e não ser "aceito por Ele". Vejo um grupo de pessoas que diz: "se Deus me ama Ele vai me aceitar assim, senão Ele não é Deus", isso é tão perverso quanto Teologia da Prosperidade que diz "se eu fizer isso e provar Deus Ele tem que fazer porque é Deus". O que vejo, é o vaso dizendo para o oleiro "Que fizeste? Eu não queria ser assim!" (Rm 9.21)

Vejo pessoas dizendo: "Deus negue-se a si mesmo pois eu não vou carregar nenhuma cruz."

Não vi amor nesse tipo de "cristianismo" que algumas vezes nem se define como tal, não vi compaixão pelas almas perdidas, vi sim um total desvio da Palavra de Deus, dizendo: "Não se preocupe, leve assim sua vida que Deus te ama não vai deixar você ir para o inferno", ensinam errado e condenam um pecador ao inferno. Perderam o cuidado com a doutrina, (1Tm 4.16) desviaram-se do Caminho da Salvação e como o pr. Mark Discroll disse sobre esses emergente liberais: "quebraram o próprio galho onde estavam sentados", além disso, constantemente fazem a Palavra de Deus mentirosa e errada em prol de escritos de Foucault. Na justificativa de ganhar vidas perderam suas próprias e ainda fazem campanha em prol do inferno.

São pessoas que amam muito mais o mundo e o que há nele, preferem muito mais as coisas terrenas às celestiais, ajuntam para si homens que falam o que elas querem, e por fim, julgam-se sábios, mas não o são.

Aconselho um bom texto publicado recentemente no blog Bereianos sobre a "flexibilidade doutrinária" (clique aqui)


Autor: Daniel Clós
Fonte: [ Batalha pelo Evangelho ]

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A situação das igrejas hoje (parte 1)

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igreja francesa destruida bombas 1 2 - igreja francesa destruida bombas 1 2


Por: Leandro Antonio de Lima

O mundo moderno é um mundo cansado. As pessoas estão cansadas da escravidão do trabalho, da opressão dos poderosos, da futilidade das filosofias que apenas justificam o poder dos mais fortes, da hipocrisia das religiões que avidamente buscam adoradores e contribuintes, mas nada têm a oferecer de alentador para as pessoas. Hoje, o mundo está cansado das promessas não cumpridas da ciência e da filosofia humanista, está cansado da superficialidade e da hipocrisia de igrejas e pregadores que querem encher seus templos e conseguir associados; cansado da pesada rotina da modernidade que exige do homem muito mais do que pode oferecer. As pessoas se cansaram de esperar o “novo mundo maravilhoso” da ciência e do marxismo, e também de esperar o reino do amor e da justiça social das diversas teologias. Falta ao mundo uma verdadeira mensagem de esperança. Por isso, talvez, só reste ao mundo se lançar em aventuras degenerativas, nos vícios, nas loucuras e na admiração de ídolos vazios.

Quando olhamos para a igreja dos nossos dias, não há como não ficar assombrado. Ela parece ter perdido a sua mensagem. Ela está fazendo pouca diferença em nossa sociedade. Isso acontece tanto no catolicismo, quanto no protestantismo.

O catolicismo continua apegado aos seus dogmas e tradições, na sua maioria não baseados na bíblia, e mantém sua imensa e medieval estrutura mundial à custa da apatia religiosa e do tradicionalismo confortável de gerações. Algumas pregações católicas isoladas a respeito de desigualdade social até se tentaram fazer ouvir, bem como alguns ventos de mudança na área da espiritualidade, mas de forma geral, o catolicismo é o mesmo de séculos passados, ou seja, uma religião de tradição, e de quase nenhuma influência na vida prática das pessoas. O catolicismo é uma religião agonizante e sem mensagem para o mundo.

A situação do protestantismo histórico não é muito melhor. Há dois tipos de protestantismo histórico. Há o protestantismo de inclinação liberal e o protestantismo conservador (Deixamos de lado as seitas protestantes). O liberal foi influenciado pelo liberalismo teológico (e sua continuação). Ele não dá muito valor à Bíblia e não a reconhece como “Palavra de Deus” infalível e inerrante. A Bíblia não é o lugar aonde esse tipo de protestantismo vai buscar a sua mensagem. Este tipo de protestantismo procura estabelecer uma religião conectada com a sociedade e baseada em conduta ética. Geralmente é bastante liberal no que diz respeito a costumes e moralidade. Baseia sua religião genericamente no mandamento do amor ao próximo e não se preocupa muito com evangelização, pois na verdade não vê o cristianismo como muito superior às outras religiões, e até pensa que evangelizar é desrespeitar o próximo. Este tipo de protestantismo influencia menos o mundo do que a própria igreja católica, basta ver que as igrejas protestantes influenciadas pelo liberalismo estão vazias em todo o mundo. Ultimamente, pastores anglicanos estão desejando retornar ao catolicismo porque o acham mais conservador em termos de moralidade! Esse protestantismo, a exemplo do catolicismo, não tem mensagem.

Já o protestantismo conservador, das igrejas tradicionais, contra tudo e contra todos, heroicamente sustenta a concepção da Bíblia como “Palavra de Deus” infalível e inerrante, e consegue razoavelmente sustentar as doutrinas bíblicas essenciais. A Bíblia é o lugar aonde esse protestantismo deseja buscar sua mensagem, mas seu problema é que, muitas vezes, em seu tradicionalismo exagerado, aprisiona a mensagem dentro da camisa de força das instituições e tem dificuldades em comunicar a Palavra de Deus para o mundo, permanecendo fechado, com um número mais ou menos fixo ou cada vez menor de fiéis. Este protestantismo não perdeu a mensagem da igreja, mas a maioria de seus membros não tem vontade de compartilhar esta mensagem com outras pessoas, ou o faz de forma bastante tímida. O protestantismo histórico conseguiu guardar a mensagem, mas as vezes parece que a guardou tão bem que não consegue mais achar.

O protestantismo carismático por sua vez não tem dificuldade de se comunicar com o mundo. Seus membros não hesitam em falar a respeito de sua fé. Há dois tipos de protestantismo carismático: o pentecostal e o neopentecostal. O protestantismo pentecostal começou com sua ênfase no dom de línguas e revelação. Ele sustenta a autoridade da Escritura, mas sua hermenêutica é bastante irregular, pois cada um interpreta de acordo com a “revelação” do Espírito. Freqüentemente este protestantismo se apega a usos e costumes, e apesar de muitas denominações estarem se abrindo um pouco, ainda são bastante fechadas e vistas pelo mundo como igrejas de pessoas de pouca instrução. A mensagem desse protestantismo não consegue alcançar realmente o mundo. Já o protestantismo neopentecostal revolucionou a maneira de ser igreja nos últimos anos. É o protestantismo da mídia. Neste protestantismo o apego à Escritura é praticamente uma fachada. O que rege o funcionamento da igreja é o Marketing. A ênfase da pregação e do louvor concentra-se na busca por sinais e maravilhas e prosperidade material. As igrejas neopentecostais estão cheias, mas é questionável o quanto da verdadeira mensagem da igreja é proclamada ali. Podemos dizer que esse protestantismo tem uma mensagem, mas é uma mensagem distorcida da Bíblia.

Percebemos, portanto que a relevância da igreja perante o mundo depende de duas coisas: da integridade da mensagem e da disposição de viver e proclamar esta mensagem. Mas qual é o caminho para que a Igreja volte a ter uma mensagem relevante para o mundo? Você pode deixar aqui sua opinião.

Fonte: [ Igreja Presbiteriana de Stº. Amaro-SP ]

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A respeito da cegueira

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Gosto muito do evangelho de João e da maneira como ele descreve o modo como Jesus agia e ensinava. Como é sabido por muitos, este evangelho é único e diferente dos demais. Por esta sua particularidade, João relata um dos episódios mais incríveis e interessantes da vida do Mestre: o encontro de Jesus com um cego de nascença.

Ao ler o texto e ver o desdobramento da história, uma frase de Jesus me chama a atenção; foi quando o Mestre disse: “o cego de verdade é todo aquele que vendo, não vê”. Isto causou um alvoroço enorme entre os fariseus, que buscavam algum argumento em que pudessem incriminá-lo, de tal forma que perguntaram a Jesus: “Acaso somos nós cegos também?”.

O dizer de Jesus é muito profundo quando visto e percebido por nós, e a resposta dos fariseus nada mais é que uma indagação muito simplista ante à profundidade da afirmação dita. O que Jesus disse está relacionado à atitude que todo ser humano faz frente à vida. Todos os dias nós nos indagamos se de fato somos cegos, ainda que não seja num momento de reflexão; mas nossos atos nos mostram o quanto indagamos constantemente sobre nossa possível cegueira.

Digo isto porque estes dias presenciei uma das cenas mais fantásticas e incríveis que já contemplei em minha vida: vi um casal de cegos no trem. Nunca havia presenciado um casal de cegos namorando, pode ser que já tenha visto por televisão, mas tão próximo de mim nunca. Usuário do transporte público de São Paulo que sou, descobri que isso pode proporcionar visões e cenas que vão das mais bizarras as mais incríveis.

Observar aquele casal foi como presenciar a “manifestação de Deus” ali do meu lado. O modo como eles se relacionavam, conversavam, davam risadas, se beijavam, faziam caretas, enfim, tudo o que eles faziam era de mente tranquila, sem se importar com nada ao redor, e muito menos com o fato de serem vistos. O que importava pra eles ali, naquele momento, era a leveza e a simplicidade do amor.

Ver aquilo renovou em mim a esperança de como a manifestação do amor é real e verdadeiro quando pessoas se entregam a ele, sem medo e sem medir riscos. Não me refiro à entrega de paixões burras e loucas, mas à pureza e a leveza que o amor proporciona ao coração.

Hoje estamos muito fissurados em esticas e aparências, na correria frenética por status e posições, se importando com moral e gestos pra exercer a vida, tudo sempre feito na busca de fortalecer o exterior, enquanto por dentro vamos definhando dia a dia. Aquele casal não queria saber se um era mais bonito que o outro; eles estavam interessados no que realmente importa: no amor.

Aqueles dois cegos fizeram cair por terra o adágio popular que diz “o amor é cego”. Pelo contrário, eles ensinaram que “o amor abre os olhos de quem quer realmente enxergar”. Esta foi a lição de Jesus naquele contexto: enquanto toda a cúpula estava preocupada com o que o menos interessava, isto é, se preocupar com que o ex-cego dizia e com quem o havia curado, se esqueceram de ver que aquele cego agora estava curado; ou seja, ver que aquele cego estava curado era menos importante do que saber quem o havia curado e por que aquele homem dizia tais coisas.

O poder, o status, o exterior, o ódio, a cobiça haviam cegado aquele homens, ainda que eles enxergassem. Quem anda neste espírito sempre será cego. Quem tem medo do amor sempre andará nas trevas. Quem vive a vida se privando dos percalços sempre viverá em oposição à luz. Quem se preocupa com coisas que pouco importam sempre será cego. Viver a vida sem amor é realmente cair na cegueira, pois vendo a pessoa não vê; contemplando não consegue enxergar. Enquanto estivermos presos aos desejos e ligados as influências cegas do nosso orgulho e desejos desenfreados, ainda que se diga “eu vejo”, pra Jesus não passamos de “cegos.

Nele, que é a luz do mundo e dos cegos,

Victor.

Fonte: [ Celebrai ]

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Discussão por E-Mail, o Perdão do Olivar ao Valadão e a Verdade Verdadeira Acima de Todos

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"Como coloquei anteriormente nesse blog a discussão por e-mail (que anteriormente havia sido publicada no Blog do André Valadão e, posteriormente retirada), entre meu amigo o Pastor Olivar e o músico evangélico André Valadão, resolvi colocar a matéria abaixo que mostra o acerto entre os dois. Não me cabe julgar as motivações, apenas orar para que realmente a situação se resolva diante de Deus. Quanto àqueles que entendem que essa situação não deveria ser publicada, embora respeitando a opinião desses, não posso concordar, pois de nada adianta viver um “mundo evangélico de faz de conta”, como se não houvessem problemas sérios a serem resolvidos. Está mais do que na hora de reconhecermos nossas falhas, quer sejamos anônimos ou famosos, para que esse triunfalismo infantil de muitas “teologias” seja abandonado e alcancemos o verdadeiro arrependimento e fidelidade, sem os quais, jamais seremos utilizados por Deus. Abaixo o texto da “Redação Creio”.


Valadão pede perdão e Olivar diz que aceita após confusão em show

Por: Redação Creio

Após ser alvo de inúmeras críticas, o pastor e cantor André Valadão, através de seu site oficial, emitiu nota, no último dia 20, pedindo perdão publicamente ao reverendo Olivar Alves Pereira, da Igreja Presbiteriana de São José dos Campos (SP), por conta de uma confusão envolvendo a participação do cantor em um show católico. Nesta segunda-feira, dia 23, o pastor presbiteriano, disse ao CREIO, que aceita o pedido de desculpas.

Na nota, Valadão pediu perdão, de maneira pública, a igreja brasileira e todos aqueles que, de certa forma, foram atingidos com as discussões. “Não quero ser pedra de tropeço na vida de ninguém, mesmo tendo visões diferentes e pensamentos teológicos que acabam nos dividindo eu não tinha o direito de falar com pastor da forma que fiz. Nunca imaginei e ainda não sei a motivação do Olivar em tornar público um e-mail que eu o respondi, porém mais uma vez o peço perdão”, retratou.

Já Olivar, que é mestre em ciências da religião, diz que após reler a discussão ficou triste com o acontecido. “Não me arrependo e nem mesmo retiro uma só vírgula do que lhe disse por que é aquilo ali que eu creio. Questionei não a sua pessoa, nem a sua fé em Cristo, questionei seu comportamento. Penso que todos estamos sujeitos a isso”, enfatizou.

Olivar diz que aprendeu uma lição: “Aprendi que é necessário arcar com as consequências das nossas convicções, mas pior do que isso, é não ter convicção alguma e ser arrastado por qualquer vento de doutrina.”



Comentário meu em cima do publicado pelo irmão e pr. Leandro Antônio de Lima - da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro - no seu blog (citado acima):

“Um mundo evangélico de faz de conta”. Tomara que também não seja um perdão de faz de conta, irmão e pr. Leandro…

Para aqueles que se recusam a entender a publicação do e-mail (uma dificuldade perceptível nas palavras do pr. André Valadão), não há dificuldade em revelarmos publicamente o caráter das pessoas desde que a verdade do evangelho seja o mais importante, o principal. Paulo expôs a fraqueza do apóstolo Pedro por causa da Palavra (Gl 2.11ss, “…Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos…”). Pedro era notável entre os líderes da igreja, uma “coluna”. O comportamento dúbil dele influenciaria a muitos cristãos a aceitarem as práticas judaizantes e a consequência disso seria a perversão do evangelho.

Respeitando as devidas proporções entre o grande apóstolo Pedro e o músico-pr. André Valadão, assim como Pedro poderia influenciar os cristãos de sua época, o André também pode. Dado o alcance do seu ministério musical e de seus programas de tv, muitos seriam prejudicados pelo seu comportamento, fruto de sua teologia com logia ecumênica.

A questão, portanto, não é publicar ou não o e-mail, mas sim defender e batalhar pela fé que nos foi dada (1Pe 3.15, Jd 3). Se alguém parte do contrário, terá dificuldades em viver “em um mundo evangélico que conta”, que somente conta com a Verdade. O que é mais importante: a imagem do evangelho ou a imagem de um pastor? Um e-mail publicado ou não publicado? Um perdão postado em um site ou não postado? Todas as nossas respostas devem ser primeiro para a glória do Grande Deus e para a edificação de Sua Igreja.

Amém!"

Autor: Danilo Neves de Almeida
Fonte: [ Mocidade da 1IPC-GYN ]

Para entender onde tudo isso começou, clique aqui!
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Espiritualidade alienante

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Milhões de pessoas vivem uma espiritualidade alienante, ocupando-se exclusivamente com questões espirituais e sobrenaturais, enquanto fazem vista grossa às questões ordinárias da vida. Vivem à beira de uma espiritualidade esquizofrênica, ignorando que a vontade do Pai deve ser feita “assim na terra, como no céu”, conforme a oração ensinada por Jesus.

Perdemos o contacto com a realidade que nos circunda. Há irmãos sinceros que demonstram tamanha sensibilidade para as coisas espirituais, que freqüentemente dão testemunho de visões angelicais. Alguns testemunham acerca de supostos arrebatamentos, e relatam entusiasticamente suas excursões ao paraíso. A impressão que se dá é que tais pessoas buscam uma espécie de fuga da realidade. Geralmente, são pessoas muito simples, que vivem em comunidades carentes, desprovidas de qualquer infra-estrutura.

Suas experiências espirituais são a maneira de responderem à mensagem escapista que ouvem nos púlpitos de suas igrejas.

Se não há nada que se possa fazer para mudar as coisas neste mundo, o que fazer? Imaginar que haja outro mundo, oposto a tudo o que vemos aqui, parece uma saída plausível.

Em vez de incentivar os crentes a descruzarem os braços e trabalharem pela transformação do mundo, tal posicionamento estimula a indiferença, e a desesperança quanto ao futuro da humanidade.

Há pregadores que afirmam categoricamente que as coisas precisam piorar, para que Jesus Se apresse em retornar à Terra.

Ora, se o mundo está prestes a pegar fogo, por que nos preocupar com o seu futuro? Por que nos preocupar com questões como distribuição de renda, preservação do meio-ambiente, educação, ética nas pesquisas científicas, e etc.?

A igreja entrou de sola no negócio de ganhar almas, e assim, “povoar o céu”. Porém, a igreja primitiva estava envolvida em outro empreendimento: transformar o mundo.

Qualquer espiritualidade que não esteja comprometida com a realidade, está a serviço dos poderosos deste mundo, e é completamente dispensável para Deus.

Celebrações dominicais, vigílias, congressos, campanhas evangelísticas, se tornam apenas em passatempo, incapazes de estreitar nossa comunhão com o Criador. Ele mesmo é quem protesta:

“De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados (...) Quando virdes à minha presença, quem requereu isto das vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs! O incenso é para mim abominação, e também as luas novas, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade, nem o ajuntamento solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece. Já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço. As vossas mãos estão cheias de sangue; lavai-vos, e purificai-vos. Tirai a maldade dos vossos atos de diante dos meus olhos! Cessai de fazer o mal, e aprendei a fazer o bem! Praticai o que é reto, ajudai o oprimido. Fazei justiça ao órfão, tratai da causa das viúvas”. ISAÍAS 1:11a,12-17

Até que ponto a igreja de hoje não está incorrendo no mesmo erro de Israel dos tempos de Isaías?

Estamos craques em oferecer cultos que são verdadeiros shows, com direito a efeitos especiais e tudo mais. Mas será que Deus tem recebido nosso culto? Será que Ele Se deixa impressionar com nossas parafernálias tecnológicas?

De um lado encontramos igrejas extremamente litúrgicas, onde a forma se sobrepõe ao conteúdo. Do outro lado, temos as igrejas modernas, desprovidas de ritos, mas preocupadas em apresentar um show que vá de encontro aos anseios do homem moderno.

As pessoas não são incentivadas a oferecer culto a Deus, mas a serem tão-somente expectadoras. Elas vão à busca de bênçãos, e não para oferecerem a Deus suas vidas, seus dons, seu serviço.

Ao despedir-se dos crentes, o ministro pronuncia a bênção apostólica, mas não lhes comissiona a mudar a realidade.

Miquéias expressa a preocupação que todos deveríamos ter com relação ao culto que prestamos a Deus:

“Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de miríades de ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom. E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” MIQUÉIAS 6:6-8


O sacrifício que Deus espera de nós é “fazer o bem e repartir com os outros” (Hb.13:16). Tal é a Justiça do Reino de Deus.

Que todos os crentes que lotam os mega-templos de hoje em dia, ouçam o clamor do Criador: “Pois eu quero misericórdia, e não o sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Os.6:6). Não é Deus quem precisa de nossa misericórdia, e sim os necessitados deste mundo. Servi-los é servir a Deus.

E o critério pelo qual seremos julgados um dia é a misericórdia que houvermos demonstrado ao nosso semelhante. Por isso, bem-aventurados são os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Se quisermos agradar a Deus, temos que praticar a justiça, e amar a misericórdia, em vez de Lhe oferecer cultos desprovidos de sinceridade.

Autor: Hermes C. Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]

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